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Startup do Mês: BioElements (Chile)

PackTech Ventures - Newsletter #1 - Novembro 2022

Crédito: BioElements


A startup chilena BioElements foi fundada em 2014 por José Ignacio Parada, um advogado formado pela Universidade Católica do Chile, que buscava inicialmente uma solução para evitar o uso de garrafas plásticas. Graças a uma resina denominada Bio-E8, que foi desenvolvida por sua equipe de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e disponibilizada para comercialização em 2016, hoje a BioElements entrega uma alternativa ecológica e sustentável ao plástico convencional, elaborando produtos para uso diário que são biodegradáveis: em 6 meses, pode ser utilizado para compostagem; entre 16 e 20 meses, é biodegradado em aterro; e entre 15 e 20 meses, é biodegradado no meio ambiente.


Embalagem Biodegradável para Delivery. Foto: Divulgação/BioElements/LABS


Os primeiros produtos da empresa eram rígidos, como talheres compostáveis e copos para delivery de comida. Atualmente o seu portfolio de produtos inclui biobolsas (inclusive com lacre de segurança para e-Commerce), embalagens a base de biofilme para a indústria, e cobertura morta (mulch) para o setor Agro. A empresa atende mais de 35 clientes, incluindo Mercado Livre, Adidas, Falabella, Sodimac e Privália, e está presente em 8 países - EUA, México (que repondeu por 30% da receita da startup em 2020, e espera chegar a 60% neste ano), Colombia, Porto Rico, Chile, Paraguai, El Salvador e, a partir deste ano, Brasil.


Embalagem Biodegradável para e-Commerce do Mercado Livre no Chile.

Foto: Divulgação/BioElements/LABS


Segundo entrevista concedida em 2021 ao portal LABS, a BioElements segue reinvestindo boa parte de seu faturamento em P&D, e busca triplicar seu tamanho e alcançar US$ 100 milhões em vendas, com uma previsão de receita para 2022 de US$ 40 milhões. A startup teve um orçamento de P&D de quase US$ 1,2 milhão em 2021, e planejou aplicar isso no desenvolvimento de biorresina para garrafas e embalagens flexíveis destinadas a produtos de contato direto com a comida, como queijo e presunto, por exemplo. Esse investimento em P&D corresponde a 3% de seu faturamento, o dobro do que tradicionalmente o setor de Alimentos & Bebidas investe em Inovação de acordo com dados da OCDE.


Ainda nessa mesma entrevista, José Ignacio Parada afirmou que a BioElements não precisava captar recursos em 2021, já que a empresa tem EBITDA positivo. “Nós sempre tivemos fluxo de caixa positivo. Sempre fizemos dinheiro, é por isso que vamos investir não apenas em P&D, mas também na empresa”. Ainda assim, prospectou uma rodada Série A* de investimento em 2022. A empresa tem contratado pessoas para as áreas comercial e de operações, e desenvolvimento de produtos. Recentemente, começou uma nova linha de negócios chamada NBO (New Business Opportunities), dedicada ao desenvolvimento de produtos demandados por clientes.


*Nota: A rodada Série A de investimentos tradicionalmente capta até US$ 2 milhões, com cessão de até 16,7% da participação acionária da empresa ao investidor (que pode ser um fundo de investimento), com uma taxa de uso de capital ("burn rate") de até US$ 150 mil por mês, e que mantém a operação por até 13 meses.



Saiba mais sobre a BioElements visitando o site: https://www.bioelementsla.com/



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