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Tendências 2023 para o Universo PackTech

PackTech Ventures - Newsletter #3 – Janeiro 2023



“Sustentabilidade” é uma palavra que sempre foi associada à “Preservação do Meio Ambiente”. Entretanto, os esforços de grandes empresas em prol do meio ambiente pareciam pouco eficazes, beirando o “Greenwashing” (ou seja, vender como “verde” aquilo que realmente não é). Hoje, chegamos ao limite: ou a humanidade age, ou estamos destinados a enfrentar o final do mundo como o conhecemos. Não há mais espaço para ignorarmos o impacto das nossas escolhas e atitudes.


Assim, a primeira tendência para 2023 é, finalmente, a NATUREZA PRESENTE NOS COMITÊS EXECUTIVOS: segundo apontado pela Plan A, empresa de software especializada em relatórios de Sustentabilidade e ESG, os negócios precisam compreender o quanto serão impactados com a destruição da Natureza e pelas mudanças climáticas; assim, deverão repensar seus KPIs (índices de performance). Mais conversas sobre o impacto sócio-ambiental como parte da tomada de decisão nos Negócios são esperadas.


Mensurar impacto é um desafio – mas, orçar o investimento necessário para a descarbonização dos Negócios será fundamental para que os objetivos de zerar emissões seja alcançado. Descarbonizar os Negócios é a chave para reduzir os impactos sócio-ambientais. Assim, a segunda tendência para 2023 é a DESCARBONIZAÇÃO.


Segundo o portal Packaging Europe, a Comunidade Européia aprovou em Novembro 2022 a revisão das Diretrizes de Embalagem e Descarte de Embalagens, e isso impacta não só quem opera e comercializa insumos dentro da região, mas também quem exporta produtos acabados para os países-membros. O primeiro setor impactado, com a proibição de embalagens plásticas de uso único, é o de Foodservice: talheres, pratos, copos, canudinhos, e qualquer outro item utilizado para embalar alimentos e bebidas, não poderão ser feitos de plásticos descartáveis. O uso de itens fabricados com Polipropileno (PP) tem sido a opção, graças à sua durabilidade, compatibilidade com alimentos, e facilidade na higienização. O outro setor a ser impactado a partir de Julho deste ano (quando as Diretrizes entram em vigor, impondo metas e prazos), será o de Bens de Consumo: o setor segue testando soluções para alcançar seus compromissos anteriormente firmados para 2025 e 2030; porém, esse marco regulatório, somado às contínuas pressões de ativistas e acionistas, está impondo uma aceleração na implementação de soluções ambientalmente adequadas de embalagens. Logo, a terceira tendência para 2023 são as RESTRIÇÕES REGULATÓRIAS.


O setor de embalagens não está de braços cruzados, e segue desenvolvendo soluções para responder aos desafios climáticos. Biomateriais – mas, que não são destinados à alimentação, como algas e polpa de celulose – tem sido explorados como materiais alternativos, bem como resíduos da agricultura e do processamento de alimentos na indústria. Temos observado o crescente interesse das empresas de Bens de Consumo na adoção de embalagens de papel. Entretanto, alguns desafios persistem na adoção do papel como solução universal de embalagem: a maquinabilidade, e o uso de barreiras que facilitem a reciclabilidade. Especificamente no caso de barreiras, a substituição de coatings de polímeros por dispersões é algo a ser acompanhado. Escalar o uso de MATERIAIS ALTERNATIVOS é a quarta tendência para 2023.


Por fim, a consideração e contabilização dos impactos sócio-ambientais certamente influenciam essas quatro tendências apontadas. Entretanto, o design de qualquer embalagem deve ser sempre centrado no seu consumidor. Lixo é um erro de design, e por isso, repensar o design sob a ótica da circularidade é fundamental para endereçar as tendências. Porém, não podemos esquecer da interação dos consumidores com esse mesmo design – e, assim, a INCLUSÃO ATRAVÉS DA ACESSIBILIDADE E INTERATIVIDADE é a quinta tendência para 2023. Aspectos como uso de cores, fontes e imagens precisam ser repensados para pessoas que são p.ex. Daltônicas, disléxicas, possuem dificuldades de aprendizado ou deficiências visuais. Além disso, a forma e o tipo de abertura das embalagens também devem ser repensados para pessoas com limitações motores, a fim de promover sua independência na interação e consumo do produto. As empresas precisam aprender com esses usuários como eles tem hackeado suas próprias soluções ao desenhar uma embalagem acessível.


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